Domingo, 10 de Maio de 2009

Cristóvão Colombo

 

1492 – Cristóvão Colombo e a Descoberta da América

 Cristóvão Colombo
 
Como tudo se passou…
Em 1498, após quase um século de preparação, uma frota portuguesa, sob o comando de Vasco da Gama, chegou à Índia. As viagens ao oriente proporcionavam lucros altíssimos o que fez com que o comércio se intensificasse sensivelmente.
Este acontecimento provocou uma mudança no eixo do comércio europeu. Antes de Bartolomeu Dias ultrapassar o Cabo Boa Esperança, a rota do comércio fazia-se por terra passando por Veneza. A partir da descoberta do novo caminho para a Índia, os países europeus que tinham costas para o Atlântico ficaram em vantagem. O Atlântico tornou-se a mais importante área de comércio do mundo. Portugal, Espanha, Holanda, Inglaterra e França tornaram-se nações privilegiadas.
Lutando para expulsar os muçulmanos da Europa, os reis espanhóis realizaram a unificação do território da Espanha. Com a queda de Granada, em 1492, completou-se o processo de expulsão dos árabes e de criação da monarquia. Só então, com quase um século de atraso em comparação a Portugal, os espanhóis começaram a sua participação nas Grandes Navegações.
 
Colombo na América
Um mapa do florentino Toscanelli sugeria ao genovês, Colombo, a possibilidade de atingir as Índias pelo Ocidente. Acreditando nessa avaliação, apresentou seu projeto ao rei de Portugal, que lhe negou apoio. Foi então em busca da Espanha, e após insistentes solicitações, conseguiu o patrocínio de Fernando de Aragão e Isabel de Castela.
 
Os reis Católicos - Fernando de Aragão e Isabel de Castela
A expedição partiu rumo ao oeste, sob o comando de Colombo. Após 61 dias de navegação e uma escala nas Canárias, atingiram a ilha de Guanaani (San Salvador) nas Bahamas e, em seguida, Cuba e São Domingos. Cristóvão Colombo descobrira um novo continente, mas não se apercebera disso; acreditava ter chegado às Índias.
 
Os reis católicos de Castela e Aragão finalmente compreendem que é necessário encontrar outras rotas marítimas em direcção ao oeste para alcançar directamente as índias, já que a rota pelo Oriente é muito instável.
 
A Rendição de Boabdil
 
Pintura de  Francisco Pradilla (1848-1921)  que representa a rendição de Boabdil aos Reis Católicos (Museu do Prado, Madrid), com a entrega das chaves da cidade de Granada, em 2 de Janeiro de 1492, no lugar onde hoje está a ermida de S. Sebastião. Consumava-se neste dia a reconquista cristã de Espanha.
Boabdil, cujo verdadeiro nome era Abu Abd'Allah Mohamed,  viria a morrer, exilado em Marrocos, em 1527.
O navegador genovês havia lido o Livro das Maravilhas do viajante italiano Marco Pólo, que alcançara a China por via terrestre. Sabendo que a terra era redonda, ele acreditava chegar lá seguindo para o oeste, enfrentando o oceano.
Ele dispunha de um grande trunfo, a caravela. A revolução tecnológica precede e torna possível a conquista. A caravela é um navio de alto bordo, manejável, forte, ágil, de bom e sólido velame.
Depois de ter sofrido a recusa do rei de Portugal e de ter esperado por oito anos a decisão da rainha da Espanha Isabel, a Católica, Colombo conseguiu convencer a soberana sobre a possibilidade de uma viagem de exploração somente pelo oeste. Sabe-se que nos Açores os troncos de árvores trazidos pela correnteza comprovam a presença de terra a oeste.
Colombo se lança ao mar com os dois irmãos Pinzon e com as três caravelas Nina, Pinta e Santa Maria. Elas partem de Paios, na Andaluzia. São dois meses de navegação.
Em 12 de outubro de 1492, grita-se terra à vista do alto do tombadilho. Ouro, pedras preciosas? Nada disso, índios nus, plantas tropicais.
            Nem pimenta, nem especiarias. Uma viagem a troco de nada? Colombo pensa que está no Japão. Ele está nas Bahamas, depois em São Salvador. Após em Cuba e no Haiti. Ele explora as ilhas mas não sabe onde se encontra.
Em 1493, uma segunda viagem permite que ele traga para a Espanha 500 índios sobre quem se perguntam se eles são possuidores de uma alma. Os espanhóis decidem convertê-los.
Em 1498, uma terceira viagem. A terra firme é novamente avistada, desta vez na embocadura do Orenoco. Colombo acredita que está na China.
Em 1502 uma quarta viagem, na qual a tripulação descobre a América Central, sem perceber que se trata de um continente.
Colombo morre, em 1506, sem saber que descobriu a América à qual um outro navegador, Américo Vespúcio, dará seu nome.
Américo Vespúcio (1454-1512)
O nome da América é uma homenagem ao mercador e navegador italiano Américo Vespúcio, primeiro a constatar que as recém-descobertas terras do Novo Mundo constituíam um continente e não parte da Ásia. Vespúcio, nasceu em Florença em 1454.
A América é terra de conquista e de exploração. Do Brasil português até a América espanhola, e depois anglo-saxã. Do norte ao sul, os índios (assim chamados porque os territórios descobertos foram batizados de Novas índias) são eliminados pela conquista, pelas doenças trazidas pelos europeus e finalmente pelo trabalho forçado.
Escravos negros são importados da África aos milhares. Os navios negreiros que partem de Nantes ou de Bordeaux vêm trocá-los, acorrentados, nos entrepostos do tráfico do Senegal, do Congo e de toda a costa ocidental pela “pacotilha”, ou seja, por armas e álcool.
Esses escravos são vendidos nos mercados do Brasil, da América do Sul e mais tarde nos da América do Norte, quando os fazendeiros de algodão e de tabaco da Virgínia e das Carolinas do Norte e do Sul necessitam de mão-de-obra servil.
Os colonos europeus plantam cana-de-açúcar, depois café, cacau, tabaco, chá, algodão. Eles sempre necessitaram de escravos. Os produtos vindos da América alimentam a grande indústria da Europa e o comércio internacional.
Com as plantações, as minas. A América é a terra do ouro e da prata. Da prata do Potosi, na Bolívia, até o México; das minas de ouro do Peru, do Brasil, da Califórnia. A prata e o ouro americanos abastecem a Europa desde o século XVI, redistribuídos pela Espanha e por Portugal, permitindo a constituição de Estados poderosos e de uma civilização rica.

 

 

 

 

 

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publicado por ana às 17:42
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Caravela - embarcação de dois ou três mastros, com velas triangulares (velas latinas) que permitiam navegar com ventos contrários (bolinar).
 
 
 
 
Cartografia - Ciência que se dedica à representação gráfica e convencional da Terra ou parte dela.
 
 
 
 
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1º Vice-Rei da Índia

1º Vice-Rei da Índia
D. Francisco de Almeida

 

Bartolomeu Dias

Bartolomeu Dias nasceu cerca do ano de 1450 e foi um célebre navegador português. Em 1486, D. João II confiou-lhe o comando de duas caravelas e de uma naveta de mantimentos com o intuito público de saber notícias do Preste João. O propósito não declarado da expedição seria investigar a verdadeira extensão para Sul das costas do continente africano, de forma a avaliar a possibilidade de um caminho marítimo para a Índia. Descobriu o Cabo das Tormentas, actual Cabo da Boa Esperança e regressou a Lisboa em Dezembro de 1488.
Bartolomeu Dias foi o primeiro navegador a navegar longe da costa no Atlântico Sul. A sua viagem, continuada por Vasco da Gama, abriu o caminho marítimo para a Índia.
 Ptolomeu
Ptolomeu foi um cientista grego que nasceu no século II d. C. e viveu em Alexandria na província romana do Egipto. Era astrónomo, geógrafo e cartógrafo. Lançou as bases da geografia matemática e da cartografia no tratado Guia de Geografia, obra que só em 1405 chegou ao conhecimento dos europeus.

 
 
 

Gil Eanes

Gil Eanes foi um navegador português, natural de Lagos, escudeiro do Infante D. Henrique. Foi o primeiro a navegar para além do Cabo Bojador, em 1434, depois de muitas tentativas. O Infante D. Henrique conseguiu incentiva-lo a tentar essa proeza.
Dobrar o cabo, reforçou o papel de Portugal como nação marítima.
De acordo com Gil Eanes, o Infante armou-o cavaleiro.
 

 


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