Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Descobrimentos Portugueses

 

Exploração Comercial Portuguesa na Expansão

 
Quadro comparativo da exploração comercial portuguesa na Costa Ocidental Africana e no Oriente.
 
 
 minhoca
 
 
Motivações para a expansão
 
As necessidades de expansão da Europa
Numa Europa que tinha estado vários séculos fechada sobre si própria, que assistira ao despovoamento das suas cidades e a uma redução dramática da actividade comercial provocadas pelas invasões de Vikings, Muçulmanos e Húngaros, que criara um novo tipo de sociedade e economia adaptadas a essa realidade, o fim desse período de clausura colocava novos desafios e despertava novas necessidades.
O crescimento
das trocas comerciais
exigia cada vez mais moeda, sobretudo moeda de ouro. O ouro, no entanto, não abundava na Europa, ao contrário do que acontecia no continente africano, onde OS comerciantes muçulmanos o obtinham em quantidades apreciáveis. Movidos pela «fome de ouro», os Europeus ambicionavam chegar directamente às regiões produtoras desse metal precioso.
Por outro lado, queriam ter acesso directo às especiarias e aos produtos de luxo do Oriente, tão apreciados na Europa, que também só conseguiam obter por
intermédio dos comerciantes muçulmanos.
As motivações em Portugal
Naturalmente que as razões que incitavam a Europa a lançar-se na expansão se faziam sentir do mesmo modo em Portugal, acrescidas ainda de algumas motivações específicas.
As principais motivações eram de
carácter socio-económico, isto é, todos os grupos sociais, por uma razão ou por outra, consideravam que a expansão os podia ajudar a melhorar a sua situação material.
Os grupos sociais interessados nas actividades mercantis (a
burguesia e urna parte da nobreza)
pretendiam ter acesso:
- Ao ambicionado ouro africano, às especiarias, ao açúcar e às plantas tintureiras, mercadorias caras e com muita aceitação nos mercados europeus:
- A zonas produtoras de cereais, de que Portugal era, em geral, deficitário;
- Às fontes de abastecimento de escravos, essenciais num período de escassez de mão-de-obra.
A nobreza, cujos rendimentos tinham diminuído, ambicionava também novos domínios senhoriais e novos cargos.
Quanto às classes populares, esperavam que a expansão lhes proporcionasse terras para cultivar e novas ocupações bem remuneradas.
Além das motivações socio-económicas, é importante ter igualmente em conta as motivações religiosas. Numa época de profunda religiosidade, todos os crentes, e sobretudo o clero, consideravam ser sua obrigação contribuir para o alargamento da fé cristã, através do enfraquecimento dos Muçulmanos e da conversão de novos povos.
Como sabes, a crise do séc. XIV provocou uma grande falta de mão-de-obra e levou ao abandono de algumas zonas agrícolas. Dessa forma, a produção de cereais, que já antes era insuficiente em Portugal, diminuiu ainda mais, tendo de se recorrer muitas vezes a importações do estrangeiro.
Além da busca de centros abastecedores de açúcar, procurava-se encontrar, como de facto veio a acontecer, locais adequados ao seu cultivo. A cultura da cana do açúcar já fora experimentada em Portugal, no Algarve e nos campos do Mondego, embora com resultados deficientes.
O início da expansão portuguesa
Ceuta e o início da expansão portuguesa:
 
             Em 1415 dá início à expansão marítima portuguesa com a conquista de Ceuta, cidade muçulmana do Norte de África. Motivos para a escolha de Ceuta:
 
Posição geográfica – situada à entrada do estreito de Gibraltar, constituía um ponto estratégico importante, entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, sendo um porto de paragem quase obrigatória para quem ali passava;
 
Activo centro de comércio terrestre – era um dos pontos de chegada das rotas de caravanas que traziam o ouro da zona a Sul do deserto do Sara;
 
Zona de produção de cereais – Ceuta localizava-se numa zona fértil e rica em cereais.
 
Apesar da conquista da cidade se ter feito com facilidade, os resultados esperados não se verificaram pois os mercadores muçulmanos desviaram as rotas de comércio que passavam pela cidade que, a partir de então passou a ser alvo de permanentes ataques. Isolada, quer por terra quer por mar, Ceuta tornou-se completamente inútil, não correspondendo às expectativas que a sua conquista suscitara.
 
As viagens de descoberta
 
            Perante o fracasso que foi a conquista de Ceuta, os portugueses tentaram um outro caminho: o das viagens marítimas, através das quais procuraram atingir directamente as zonas produtoras de ouro. Neste momento é abandonada a política de conquista com que se iniciaram os descobrimentos, mais do agrado da nobreza que assim faria sentir o seu valor no aspecto militar, passando-se a uma política de descoberta, de cariz sobretudo comercial.
            A iniciativa das primeiras viagens coube ao Infante D. Henrique, filho de D. João I, e foi uma fase fundamental para as grandes descobertas que depois da sua morte se verificaram. Estas primeiras viagens foram realizadas navegando junto à costa (navegação com terra à vista), não exigindo pois grandes recursos nem grandes conhecimentos. Porém, à medida que se navegava mais para o sul, aquele método deixa de ser viável e os portugueses aprofundam os seus conhecimentos técnicos e científicos, passando a recorrer à navegação astronómica.
 
Direcções da expansão
 
            A expansão marítima portuguesa toma pois um novo rumo após o malogro económico de Ceuta, dirigindo-se à costa africana via oceano Atlântico. Nesse contexto, e sob a orientação do Infante D. Henrique, verifica-se a exploração lenta e metódica da costa africana. Embora as primeiras viagens não tivessem produzido resultados, permitiram fazer o reconhecimento dos arquipélagos da Madeira e dos Açores.
 
Povoamento e colonização dos arquipélagos atlânticos
 
Uma vez que os arquipélagos se encontravam desabitados, tornou-se necessário proceder à sua colonização, povoando e promovendo o seu aproveitamento económico, sobretudo através da agricultura. O rei entregou a maior parte das ilhas ao Infante D. Henrique que por sua vez confiou a sua colonização a capitães-donatários, geralmente elementos da pequena nobreza que detinham sobre a sua parcela poderes administrativos, judiciais e militares. Desta forma muitos portugueses e alguns estrangeiros fixaram-se nos arquipélagos atlânticos permitindo o seu desenvolvimento económico.
Na Madeira, após o abate de parte da densa floresta e da construção de canais de irrigação, foram introduzidas as culturas da vinha e da cana do açúcar, tornando-se este produto a principal exportação do arquipélago.
Nos Açores predominou o cultivo dos cereais e a criação de gado.
 

 

Descobrimentos Portugueses

 

 

 

 

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1º Vice-Rei da Índia

1º Vice-Rei da Índia
D. Francisco de Almeida

 

Bartolomeu Dias

Bartolomeu Dias nasceu cerca do ano de 1450 e foi um célebre navegador português. Em 1486, D. João II confiou-lhe o comando de duas caravelas e de uma naveta de mantimentos com o intuito público de saber notícias do Preste João. O propósito não declarado da expedição seria investigar a verdadeira extensão para Sul das costas do continente africano, de forma a avaliar a possibilidade de um caminho marítimo para a Índia. Descobriu o Cabo das Tormentas, actual Cabo da Boa Esperança e regressou a Lisboa em Dezembro de 1488.
Bartolomeu Dias foi o primeiro navegador a navegar longe da costa no Atlântico Sul. A sua viagem, continuada por Vasco da Gama, abriu o caminho marítimo para a Índia.
 Ptolomeu
Ptolomeu foi um cientista grego que nasceu no século II d. C. e viveu em Alexandria na província romana do Egipto. Era astrónomo, geógrafo e cartógrafo. Lançou as bases da geografia matemática e da cartografia no tratado Guia de Geografia, obra que só em 1405 chegou ao conhecimento dos europeus.

 
 
 

Gil Eanes

Gil Eanes foi um navegador português, natural de Lagos, escudeiro do Infante D. Henrique. Foi o primeiro a navegar para além do Cabo Bojador, em 1434, depois de muitas tentativas. O Infante D. Henrique conseguiu incentiva-lo a tentar essa proeza.
Dobrar o cabo, reforçou o papel de Portugal como nação marítima.
De acordo com Gil Eanes, o Infante armou-o cavaleiro.
 

 


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