Terça-feira, 28 de Abril de 2009

A crise dinástica e a união ibérica

 A crise dinástica e a união ibérica

 
 
1.        Carlos V abdica do trono e deixa a parte maior do seu império a D. Filipe, em 1556;
 
2.        Em Portugal morre D. João III em 1557; o seu filho João tinha morrido em 1554, sendo o herdeiro o neto D. Sebastião que, com apenas 3 anos de idade não podia governar, ficando regente até à sua maioridade o seu tio, Cardeal D. Henrique;
 
3.        D. Sebastião atinge a maioridade em 1568 e assume de imediato o trono; acaba por morrer em Alcácer-Quibir, sem herdeiros; é novamente o Cardeal D. Henrique quem assume a coroa;
 
4.        Quando este morre em 1580, levanta-se novamente o problema da sucessão, sendo o pretendente favorito ao trono D. Filipe II de Espanha;
 
5.        Parte da burguesia e nobreza portuguesas apoiam o candidato vizinho pois pretendem ter acesso à prata espanhola e obter novos cargos e privilégios; para Portugal, a união ibérica significaria a entrada de moeda de prata, necessária para os negócios com a Índia e o extremo-oriente, bem como asseguraria a defesa dos nossos territórios coloniais, cobiçados e atacados pelos países do Norte da Europa; o povo apoiava D. António, Prior do Crato;
 
6.        D. Filipe, sabendo do apoio que tinha em Portugal, inicia uma intensa actividade diplomática, pressionando o governo português e as Cortes, reunidas para decidir entre um dos três pretendentes ao trono;
 
7.        Estando as Cortes reunidas à já vários meses sem alcançarem uma decisão, D. Filipe invade Portugal, vence a resistência oferecida por D. António, Prior do Crato, sendo aclamado rei nas Cortes de Tomar de 1581, consumando-se assim a união ibérica;
 
8.        Após ter sido aclamado Rei de Portugal, D. Filipe garantiu o seguinte:
a)       Portugal mantinha os seus foros, usos, costumes e moeda própria;
b)       As Cortes seriam sempre ouvidas antes de serem tomadas decisões sobre Portugal e os cargos do clero, exército e administração seriam ocupados por portugueses;
c)       Os nossos territórios ultramarinos seriam defendidos e os espanhóis seriam abertos aos comerciantes portugueses.
publicado por ana às 17:19
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Cartografia - Ciência que se dedica à representação gráfica e convencional da Terra ou parte dela.
 
 
 
 
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1º Vice-Rei da Índia

1º Vice-Rei da Índia
D. Francisco de Almeida

 

Bartolomeu Dias

Bartolomeu Dias nasceu cerca do ano de 1450 e foi um célebre navegador português. Em 1486, D. João II confiou-lhe o comando de duas caravelas e de uma naveta de mantimentos com o intuito público de saber notícias do Preste João. O propósito não declarado da expedição seria investigar a verdadeira extensão para Sul das costas do continente africano, de forma a avaliar a possibilidade de um caminho marítimo para a Índia. Descobriu o Cabo das Tormentas, actual Cabo da Boa Esperança e regressou a Lisboa em Dezembro de 1488.
Bartolomeu Dias foi o primeiro navegador a navegar longe da costa no Atlântico Sul. A sua viagem, continuada por Vasco da Gama, abriu o caminho marítimo para a Índia.
 Ptolomeu
Ptolomeu foi um cientista grego que nasceu no século II d. C. e viveu em Alexandria na província romana do Egipto. Era astrónomo, geógrafo e cartógrafo. Lançou as bases da geografia matemática e da cartografia no tratado Guia de Geografia, obra que só em 1405 chegou ao conhecimento dos europeus.

 
 
 

Gil Eanes

Gil Eanes foi um navegador português, natural de Lagos, escudeiro do Infante D. Henrique. Foi o primeiro a navegar para além do Cabo Bojador, em 1434, depois de muitas tentativas. O Infante D. Henrique conseguiu incentiva-lo a tentar essa proeza.
Dobrar o cabo, reforçou o papel de Portugal como nação marítima.
De acordo com Gil Eanes, o Infante armou-o cavaleiro.
 

 


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